
Uma droga poderosa e com alto afeito alucinógeno tem causado preocupação em todos os órgãos de Segurança Pública no Brasil. Suspeita-se que a K9, como é conhecida, foi introduzida incialmente nos presídios de São Paulo por uma facção criminosa e, devido a sua rápida expansão, as autoridades catarinenses temem que o entorpecente chegue em Santa Catarina.
A substância também é conhecida por outras nomenclaturas nas ruas paulistanas: K2, K4, K9 ou spice são outros nomes dado para a “maconha sintética”, que conseguiu rapidamente sair dos muros das prisões de São Paulo e ganhar as ruas da maior cidade do Brasil.
A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo publicou uma nota técnica , na última semana na qual afirma ver um “aumento de intercorrências” relacionadas à substância, “em especial junto à população infanto-juvenil”.
Apesar da droga levar o nome de “maconha sintética”, a K9 foi criada em laboratório no início dos anos 2000 e tem efeito até cem vezes mais potente do que o produzido pela planta Cannabis Sativa.
O delegado da DRE/Deic (Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais), Claúdio Monteiro, reforça que o entorpecente está sendo monitorado de forma ostensiva para identificar sua possível chegada ao Estado.
Monteiro acrescenta ainda que, em operações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, a substância ainda não foi apreendida ou identificada.
“Não vamos subestimar essa droga, em especial, pelo fato de não se ter uma noção total dos componentes dela e nem dos efeitos”, comenta.
Outro ponto levantado pelo delegado Monteiro se refere ao alto poder de dependência que o entorpecente causa nos usuários. “A K9 possui um THC (tetrahidrocanabinol) sintético, com alto poder de causar dependência aos usuários”, ressalta.
O chefe de comunicação da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Adriano Fiamoncini, também afirma que não houve apreensões do entorpecente até o momento em operações de fiscalização da PRF, mas ressalta que a corporação está acompanhando de perto a droga K9.
Conforme Fiamoncini, não serão realizadas ações específicas para coibir a entrada da droga em Santa Catarina. “A droga K9 será tratada com a mesma seriedade dos demais entorpecentes”, ressalta.
Fonte: ND+