terça-feira, 07 abril 2026

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Senadores de SC custaram R$ 19,2 milhões no último ano

Política

Senadores de SC custaram R$ 19,2 milhões no último ano

Enquanto os 16 deputados federais catarinenses representaram um custo de R$ 40 milhões no ano passado, as três cadeiras de Santa Catarina no Senado consumiram R$ 19.231.209,48 em 2025.

O valor representa um aumento de 23,68% em relação ao ano anterior, em que o custo total foi de R$ 15,5 milhões. Ano que foi marcado, logo nos primeiros meses, por um cenário atípico para o orçamento da Casa.

As vésperas do Carnaval, uma série de atos assinados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reajustou o limite mensal das cotas parlamentares. Para a bancada catarinense, o teto saltou de R$ 36.934,22 para R$ 45.671,58, com um avanço de 23,66%.

Mas o verdadeiro custo de um senador vai muito além dessa rubrica. O levantamento do Núcleo de Dados do Grupo ND cruzou seis frentes de despesas: os salários brutos dos parlamentares e de seus funcionários, a cota parlamentar, as viagens oficiais (nacionais e internacionais), o uso de auxílio-moradia e o consumo de verbas institucionais “extras” (como o contrato dos Correios e mídias sociais).

O grande foco dos gastos, no entanto, está nos gabinetes. Dos R$ 19,2 milhões gastos no ano, R$ 15,2 milhões (mais de 80% do total) serviram exclusivamente para pagar a folha salarial de assessores comissionados e efetivos que orbitam os três senadores.

Os senadores adotam modelos de gestão opostos. Esperidião Amin (PP) mantém o maior gabinete: são 37 funcionários ativos, cuja folha custou R$ 5,4 milhões no ano. O senador adota uma estratégia de pulverização, pagando salários mais baixos (a média salarial de sua equipe é de R$ 9,4 mil) para manter uma base de apoio mais ampla no Estado.

Já Jorge Seif (PL) possui o menor gabinete de Santa Catarina, com 30 funcionários, mas concentra a verba em altos salários. A média salarial na equipe de Seif chega a R$ 12,1 mil por mês para cada servidor, gerando um custo anual de R$ 5 milhões. A senadora Ivete da Silveira (MDB) encerrou o ano com 35 funcionários (a grande maioria em funções de base, como auxiliar parlamentar) e uma média salarial de R$ 9,3 mil, totalizando R$ 4,8 milhões na folha.

Como os senadores gastaram

Depois da remuneração, a cota parlamentar foi o item com mais gastos por parte dos senadores do Estado. Juntos, os três somaram R$ 1,4 milhão em despesas. A maior parte, no geral, foi destinada para locomoção e alimentação e aluguel de escritórios.

Esperidião Amin (PP) concentrou as verbas em logística. Foram R$ 186,6 mil em passagens aéreas e mais R$ 149,8 mil na rúbrica de locomoção e alimentação. Além do montante destinado à cota parlamentar, ele também foi o único senador da bancada a utilizar o auxílio-moradia (R$ 66 mil no ano).

Já para Jorge Seif (PL), o foco foi a propaganda. O senador utilizou R$ 259,3 mil com divulgação da atividade parlamentar, em um perfil contrastante com a bancada catarinense (somados, Amin e Ivete da Silveira não chegam a R$ 55 neste item). A fatura de Seif também é puxada por viagens oficiais, com um gasto de R$ 188,7 mil em diárias e passagens.

ivete da Silveira (MDB) teve a maior despesa em consultoria, com um valor de R$ 162,5 mil. Os maiores custos da senadora, dentro da cota, foram seguidos por locomoção e alimentação (R$ 110,5 mil) e aluguel de escritórios (R$ 107 mil). Além disso, a senadora não fez nenhuma viagem de missão oficial fora da cota e não utilizou recursos de auxílio-moradia ou imóveis funcionais da União.

ND+

 

 

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